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terça-feira, 31 de março de 2015

Final de mês macabro continua: Netinho da carne de sol é morto com vários tiros em Itaituba

Por volta das 19:40 de hoje, 31/03 foi morto com vários tiros Netinho dono da carne de sol de mesmo nome em frente ao supermercado Tradição. 

Segundo um policial militar que estava no supermercado quando a vítima foi morta, um homem não identificado efetuou vários disparos contra Netinho. O policial disse que interviu na situação para impedir que o assassino fugisse efetuando um disparo contra ele e possivelmente o acertando no braço, porém o armamento falhou e ele teve de se abrigar no interior do supermercado. O policial disse ainda que se não tivesse intervido na situação possivelmente o assassino tivesse assassinado também a mulher que estava com Netinho,  a loura da carne de sol. Em seguida o elemento desconhecido montou na garupa de uma que lhe dava apoio e fugiu do local.

A Polícia Militar apresentou três pessoas na delegacia para averiguação pois eram desconhecidas e teriam sido vistas em uma caminhonete às proximidades da carne de Sol do Netinho em atitude suspeita.
≤≥ Blog RPI /rota policial de Itaituba

Final de mês macabro: Garota de 14 anos mata rapaz de 15 em Itaituba

No início deste dia 31/03 quando se imaginava que havia terminado a onde de crimes violentos na região de Itaituba, chega a notícia de mais um homicídio. Desta vez envolvendo dois menores, uma garota e um rapaz de 14 e 15 anos respectivamente. Por motivo fútil uma jovem esfaqueia outro jovem durante bebedeira levando a óbito antes da chegada do socorro.  O crime se deu por volta da 00h50Min de hoje.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Homicídio no clube Quarentão em Itaituba

Por volta de 01h00 desta segunda feira aconteceu o homicídio de um jovem de nome Guilherme Fonseca da Silva, 18 anos, morador da 23ª rua do bairro Bom Remédio. Um desafeto desferiu duas facadas, uma no pescoço e outra em cima do peito. Socorrido por dono de um veículo deu entrada no HMI já em óbito.  Guilherme já havia,  quando menor cumprido pena socioeducativa na Funcap de Santarém por esfaquear uma pessoa. Também já havia sido esfaqueado em outra ocasião. A família tinha o receio de que a qualquer momento receberia esta notícia.

domingo, 29 de março de 2015

Final de mês violento: Mais um homicídio em Itaituba

No início da tarde de hoje foi encontrado no entroncamento da rodovia Transamazônica com a estrada de Barreiras o corpo do servidor da câmara municipal de Itaituba Abel Asnério da Silva Vidal. Ele foi morto com facadas nas costas, pescoço e parte frontal, aproximadamente 18 perfurações na vitima.
As polícias Civil e militar estiveram no local para levantamento das circunstâncias do crime. O IML fez a perícia no local e encaminhou o corpo para o Centro de Perícias onde o será melhor examinado. 

sábado, 28 de março de 2015

Duplo homicídio em Campo Verde (km 30) distrito de Itaituba

Por volta das 20h00 o comando do 15º BPM tomou conhecimento dos homicídios. Três pessoas baleadas na frente de um clube. Morreram na hora a dona do clube senhora Arnóbia e o DJ Pombo, Marcelo, marido da senhora morta, foi transferido para Itaituba e foi submetido a cirurgia e está vivo, embora tenha sido divulgado que ele não tivesse resistido aos ferimentos e também tivesse falecido.


Integrante de quadrilha que roubou loja Gazin é preso pela PM em Itaituba

Atualizado: 01/04
Na manhã de hoje o serviço Reservado da PM Itaituba descobriu o paradeiro de mais integrante da quadrilha que roubou a loja Gazin. Wanderson Gomes Mendes foi apresentado na 19ª seccional pelo GTO e na oitiva confessou que é um dos participantes do roubo, inclusive sendo um dos ladrões que aparecem nas filmagens da loja. Também foi preso na mesma casa no bairro Piracanã, Gerson Lima Gomes, ambos de Altamira. Gerson é suspeito de também estar aqui na cidade para praticar crimes, sendo inclusive  de envolvimento no assassinato de Netinho da carne de sol, fato que justificou a prisão preventiva decretada pela justiça.


28/03
Por volta das 22h00 do dia 27/03 foi preso pela polícia Militar o nacional Marcos Antônio Pessoa da Silva, oriundo de Altamira, onde tem diversas passagens policiais. Ele foi preso logo após cometer assaltos aqui em Itaituba no bairro da Liberdade. Primeiro ele roubou uma moto de um casal, mas foi foi surpreendido com um dispositivo de segurança da moto que travou logo que se afastou do dono. Impossibilitado de continuar na moto ele a abandonou e tentou roubar outra em uma residência, porém a dona não sabia da chave.  Policiais militares foram acionados e passaram a persegui-lo, vindo a prende-lo num quintal de uma residência na 1ª rua do birro Liberdade.
Com o assaltante foram encontrados produtos do roubo e um revolver
Durante o interrogatório confessou que faz parte da quadrilha que fez o assalto na loja Gazin e que o restante do bando fugiu rumo a Altamira, de onde teriam vindo apenas para fazer assaltos na cidade de Itaituba..

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sexta-feira, 27 de março de 2015

Assassinato de assaltante na Transamazônica em Itaituba

Na tarde (18h15) desta sexta feira (27/03/15) Itaituba teve mais um crime com modos operandi de encomenda. Segundo relato de pessoas que faziam caminhada na BR 230, km 02, esquina com a 22ª rua, um homem desferiu disparos contra a vítima que caiu. Em seguida o assassino friamente se aproximou, tirou uma arma que estaria na cintura do homem já caído e efetuou disparos contra a cabeça dele e fugido em seguida para lugar ignorado.
O homem assassinado foi reconhecido poucos minutos depois por um funcionário do presídio, de onde teria sido liberado há uma semana. José Carlos dos  Santos, 44 anos de idade, conhecido por "jamanta" seria envolvido com roubos, inclusive participação em um roubo de 26 quilos de ouro ocorrido na cidade Novo Progresso no ano de 2010, fato que o levou ficar preso até poucos dias atrás.
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quarta-feira, 25 de março de 2015

Assaltantes levam 18 mil da loja Gazin em Itaituba




Por volta das 18h30 de ontem dois ladrões praticaram um roubo audacioso na loja Gazin da 18ª rua do bairro Bom Remédio. A loja já estava fechando quando dois homens chegaram se passando por clientes interessados em fazer compra, porém logo anunciaram o assalto. Logo que teve notícia do roubo a PM se deslocou para o local, onde teve acesso as imagens do circuito da loja onde aparecem os ladrões sem capacete. A partir dali montou-se uma operação para se descobrir e chegar até os assaltantes. Mas ao perceber que estavam próximos de serem presos os dois ladrões abandonaram o produto do roubo e as duas armas usadas no crime em uma residência no Vale do Piracanã nas casas populares. Na residência foram encontradas duas mulheres que foram apresentadas na 19ª Seccional, sendo uma delas menor de idade.


Bruna Deparis

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segunda-feira, 23 de março de 2015

Polícia Militar prende um suspeito de roubos de celular em Itaituba

A Polícia Militar prendeu na tarde de hoje (23/03/15) um suspeito de vir praticando assaltos na cidade. Também foi preso um homem suspeito de envolvimento, embora não tenha sido encontrado com produtos de roubo, o fato dele ser o proprietário da moto que seria usada na prática criminosa levantou a suspeita dele está ligado aos dois que teriam efetuado os assaltos. O companheiro do suspeito preso que faria dupla na moto durante os roubos está sendo procurado pelo Serviço Reservado do 15º BPM, que fez o levantamento do envolvimento dos três em roubos em Itaituba.
  




Polícia apresenta envolvidos em assalto ao banco Basa em Placas


Fernando de Matos Oliveira, 21 anos, Cleyson Silva, 25 anos, e Wellinton Almeida Costa, 31 anos, foram apresentados na manhã desta segunda-feira (23) na Delegacia Geral, em Belém. Os três foram presos na sexta-feira (20), no município de Uruará, por terem envolvimento no assalto a agência do Banco da Amazônia, no município de Placas, região sudoeste do Pará, no início deste mês.




O armamento utilizado pelo bando foi apreendido em uma fazenda. Wellinton confessou que já havia participado de outro assalto, também na agência do Banco da Amazônia de Placas, no ano passado.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos serão encaminhados para a Central de Triagem de São Brás, onde ficarão à disposição da Justiça.
Outros três homens que fazem parte do bando foram presos em Uruará e continuarão na delegacia da cidade.



A Polícia Civil continuará as investigações para capturar os demais envolvidos na ação criminosa.
(DOL com informações de Cácia Medeiros/RBATV)

domingo, 15 de março de 2015

Festa de rico, velório de pobre

Fernando Canzian

Os brasileiros vestiram verde e amarelo e finalmente tiveram o seu dia de final de Copa do Mundo nas manifestações deste 15 de março.
Os que foram à rua em São Paulo pareciam muito representativos dos ricos, das menos de 15% das famílias que vivem com mais do que R$ 3.500 por mês no Brasil (só 5% vivem com mais de R$ 7.000). As outras 80% ganham bem menos do que isso, abaixo de R$ 3.500 mensais. Elas não pareciam estar lá em peso.
Foi claramente uma manifestação de um Brasil rico, bem cuidado, semelhante ao que vemos em atos no Primeiro Mundo ou nos desembarques internacionais. Os pobres e desdentados, aparentemente, não foram.
Os brasileiros mais ricos dos grandes centros urbanos têm razões para reclamar. Eles são os que menos ganharam, proporcionalmente, durante os governos do PT. Nos dez anos até meados do primeiro governo Dilma, a renda real per capita (descontada a inflação) entre os 10% mais pobres subiu 70%. Entre os 10% mais ricos (esses da manifestação) o aumento foi de apenas 12,6%.
Esse pessoal também foi o mais espremido ao longo dos últimos anos por uma renitente inflação de serviços. Isso inclui desde trabalhadores domésticos e estacionamento na Vila Madalena a escolas e planos de saúde particulares.
Entre os mais pobres, não só a renda cresceu bem mais rápido. Houve proliferação de programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha e Vida e Luz para Todos. Isso garantiu ao PT, nas duas últimas eleições, a vitória por conta do resultado preponderante do Nordeste mais pobre.
Aos mais ricos, concentrados nas regiões Sul e Sudeste, restou dar respostas contundentes como a reeleição de Geraldo Alckmin no primeiro turno em 2014, apesar da crise hídrica. E, agora, com esse tipo de manifestação, embalada pela corrupção.
Mas se os pobres não apareceram em peso desta vez, eles seguem como maioria no Brasil. E, pela primeira vez em muitos anos, começam a ficar para trás.
Segundo o último dado do IBGE, os 10% mais pobres levaram um tombo a partir de 2013. Sua renda cresceu apenas 2,1% naquele ano, metade da média nacional e bem abaixo, inclusive, da dos 10% mais ricos (4,4%). A queda no ritmo de melhora dos mais pobres é brutal. Um ano antes, a renda deles havia crescido 9,2%.
Nessa toada, os ricos certamente podem ganhar reforço na rua nos próximos meses.

Manifestação elitizada mostra quão violenta é a raiva dos privilegiados

Nas passeatas deste domingo (15) que pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que se comentava é que o ex-ministro Bresser Pereira tinha razão quando afirmou: "Os ricos nutrem ódio ao PT e a Dilma". 
"Surgiu um fenômeno que eu nunca tinha visto no Brasil. De repente, vi um ódio coletivo da classe alta, dos ricos, contra um partido e uma presidente. Não era preocupação ou medo. Era ódio."
"Esse ódio decorreu do fato de se ter um governo, pela primeira vez, que é de centro-esquerda e que se conservou de esquerda. Fez compromissos, mas não se entregou. Continua defendendo os pobres contra os ricos", afirmou Bresser Pereira em recente entrevista à Folha.
Protesto na Bahia: não se via negros
Além de elitista, a manifestação deste domingo parecia quase racial. As imagens abertas, mostrando a multidão, também deixavam claro que a esmagadora maioria dos participantes pertencia a uma classe social privilegiada. Até mesmo nos protestos na Bahia, onde reconhecidamente os negros predominam em todas as manifestações, políticas ou culturais, eles não eram vistos nos protestos.
De acordo com a PM, havia 15 mil pessoas na orla de Copacabana. Levando em consideração que havia muitas famílias no ato, com pais, mães, filhos e até avós, então é possível avaliar que havia cerca de 7 mil famílias nas ruas. Só na Rocinha, comunidade da Zona Sul do Rio, há cerca de 600 mil pessoas. Imaginem quantas famílias há nas regiões mais pobres do país, nas periferias, nas zonas mais sofridas. 
Aliás, a presença de famílias remete também à histórica Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em março de 1964, em reação aos que os participantes da época chamavam de "ameaça comunista", e comandada pelo padre americano Patrick Peyton. A deste domingo acontece num dia de sol, nas regiões mais ricas dos estados, com características claramente elitistas. 


sábado, 14 de março de 2015

Swissleaks tem nomes de empresários da mídia e jornalistas: Na lista, divulgada pelo jornal, constam os nomes de proprietários do Grupo Folha

Do JB
De acordo com documentos vazados por um ex-funcionário do HSBC da Suíça, na lista dos 8.667 brasileiros que, em 2006 e 2007, tinham contas numeradas na instituição financeira estão donos, diretores e herdeiros de veículos de comunicação, além de jornalistas.
Reportagem no jornal O Globo relaciona 22 empresários e sete jornalistas brasileiros entre os correntistas do HSBC suíço.
Na lista, divulgada pelo jornal, constam os nomes de proprietários do Grupo Folha. Tiveram conta conjunta naquela instituição os empresários Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho já falecidos. Luiz Frias, atual presidente da Folha e do UOL, aparece como beneficiário da mesma conta, criada em 1990, e encerrada em 1998.
Integrantes da família Saad, dona da Rede Bandeirantes, também tinham contas no HSBC na época em que os arquivos foram vazados. Constam entre os correntistas os nomes do fundador da Bandeirantes, João Jorge Saad e da empresária Maria Helena Saad Barros, também falecidos, e de Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet, filho e sobrinha de João Jorge.
Outro nome que aparece na lista obtida pelo jornal é de Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho, ex-proprietário do Diário Carioca, e Roberto Marinho, dono das Organizações Globo. Os dois estão mortos. Lily de Carvalho morreu em 2011.
Na lista do jornal consta ainda Luiz Fernando Ferreira Levy (1911-2002), que foi proprietário do extinto jornal Gazeta Mercantil, e integrantes do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e doDiário do Nordeste. Constam na lista do HSBC, Lenise Queiroz Rocha, Yolanda Vidal Queiroz e Paula Frota Queiroz. Edson Queiroz Filho, que morreu em 2008, também surge como beneficiário de uma das contas.
O jornal revela ainda que na lista estão Dorival Masci de Abreu (morto em 2004), que era proprietário das rádios ScallaTupiKiss, entre outras, e João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM, no Paraná.
O levantamento de O Globo e do UOL indica ainda Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, da TV e da rádio Tribuna (no Espírito Santo e em Pernambuco) e Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), fundador do antigo Grupo Manchete.
O apresentador Ratinho (Carlos Roberto Massa), dono da Rede Massa (afiliada ao SBT no Paraná), foi outro que teve conta no HSBC da Suíça. A lista inclui ainda Aloysio de Andrade Faria, do Grupo Alfa (Rede Transamérica) e sete jornalistas: Arnaldo Bloch (O Globo), José Roberto Guzzo (Editora Abril), Mona Dorf (apresentadora da rádio Jovem Pan), Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines. Finaliza a lista divulgada pelo O Globo, o radialista Fernando Luiz Vieira de Mello (1929-2001), ex-rádio Jovem Pan. Alberto Dines, pai de quatro dos jornalistas citados, informou que três dos seus filhos moram há anos no exterior e não são obrigados a declarar ao Fisco brasileiro.
Procurados, os empresários de mídia e jornalistas que aparecem na lista do HSBC negaram a existência das contas numeradas na Suíça ou qualquer irregularidade. O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira informaram “não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”. O Grupo Bandeirantes, de João Jorge Saad, informou, por meio de sua assessoria, que “não vai comentar o assunto”.
Sobre a conta de Lily de Carvalho, viúva dos jornalistas Horácio de Carvalho e Roberto Marinho, o Grupo Globo não comenta. Pelo Grupo Edson Queiroz, da TV Verdes Mares, Lenise Queiroz Rocha afirmou desconhecer a existência da conta. Luiz Fernando Ferreira Levy, ex-presidente da Gazeta Mercantil, disse que não tinha conta.
A família de Dorival Masci de Abreu, que era proprietário da rede CBS de rádios, disse, por meio de assessoria, que não se manifestará.
Julieta, mulher de João Lydio Seiler Bettega, da Curitiba e Ouro Verde FMs, afirmou que o casal nunca teve conta na Suíça e que é correntista do banco em Curitiba. Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, foi procurado por e-mail enviado para sua diretoria dele, mas não respondeu.
Anna Bentes, mulher de Adolpho Bloch, não foi encontrada. O Grupo Massa, de Ratinho, afirmou que todos os bens e valores de Carlos Roberto Massa e Solange Martinez Massa foram devidamente declarados. O Grupo Alfa, de Aloysio de Andrade Faria, afirmou que não tinha “nada a declarar”.
O jornalista Arnaldo Bloch afirmou que nunca teve conta no HSBC, no Brasil ou no exterior. Já o jornalista José Roberto Guzzo disse que “nunca teve conta no HSBC da Suíça em qualquer outra época”. Mona Dorf, da Jovem Pan, foi procurada, por meio de sua assessoria, mas não respondeu.
O jornalista Fernando Vieira de Mello afirmou que nem ele nem o pai foram titulares de conta no HSBC suíço.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Manifestações pro Petrobrás e contra impeachement da presidente

Do UOL, em São Paulo

Entidades sindicais deram continuidade, na tarde desta sexta-feira (13), à série de manifestações em favor da Petrobras e da presidente Dilma Rousseff --e que também trouxeram suas reivindicações ao governo federal. Até o final do dia, os atos ocorrerão em cidades de 21 Estados e do Distrito Federal.

PRF apreende droga escondida em tanque de carro em Itaituba, no Pará

Tanque de combustível escondida parte de cerca de 40 quilos de pasta base
Motorista e passageiro foram detidos na rodovia BR-230 nesta sexta, 13.

Carro transportava cerca de 40 quilos de pasta base de cocaína. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)
Rodoviária Federal (PRF) apreendeu nesta sexta-feira (13), no quilômetro 11 da rodovia BR-230, em Itaituba, no sudoeste do Pará, um carro que transportava cerca de 40 quilos de pasta base de cocaína. Parte da droga estava escondida no tanque de combustível.
Segundo a PRF, os criminosos adotam a tática para burlar a fiscalização e transportar os entorpecentes com mais facilidade. A carga teria como destino a cidade de Santarém.
Motorista e passageiro foram detidos e encaminhados para a Seccional de Polícia de Itaituba
Fonte: G1 PA

quarta-feira, 11 de março de 2015

Governo não se troca como camisa, diz Marina Silva em Harvard

Estadão Conteúdo
Em Cambridge (EUA) 

A candidata derrotada à Presidência da República e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou nesta terça-feira (10) durante uma conversa com estudantes da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que "as pessoas devem ter maturidade com suas escolhas". Falando indiretamente sobre o governo, disse que "não é como uma camisa que se troca todo dia".
As declarações foram dadas em um evento fechado com os alunos de Harvard e informadas ao jornal "O Estado de S. Paulo" por participantes.
Marina não quis falar com a imprensa sobre temas como a Operação Lava Jato, os protestos contra o governo ocorridos no último domingo e os marcados para o dia 15.
Aos alunos, ela disse que deve se pronunciar em breve e que está ouvindo muitas pessoas e conversando com políticos, acadêmicos, jovens, mulheres e comunidades.
Marina afirmou que o país vive um "grave problema com a corrupção". Segundo ela, "a corrupção não é um problema da Dilma do Lula, do Fernando Henrique, nem do Collor, nem do Sarney. É um problema nosso [da sociedade]". E que, "enquanto se achar que o problema é deles, vamos continuar tendo esse problema".
A ex-ministra comparou a questão com a escravidão e a ditadura, que, segundo ela, só acabaram quando a sociedade encarou o problema e agiu para solucioná-lo.
Marina, no entanto, criticou o atual governo de Dilma Rousseff e o do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, do qual fez parte. Ela disse ficar "triste de ver o mundo se recuperando e o Brasil em recessão, se estagnando".
Para ela, se "o governo não tivesse tratado a crise em 2008 como 'marolinha', talvez o país estivesse melhor". A ex-presidenciável ainda voltou a defender o fim da reeleição.

Mulher

Marina foi a Harvard também para receber uma homenagem pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo passado, junto com outras escolhidas que se destacaram em seu trabalho na política e na formulação de leis e ações que tratam da igualdade de gênero. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2015/03/11/governo-nao-se-troca-como-camisa-diz-marina-silva-em-harvard.htm

Líderes tucanos anunciam adesão aos protestos de domingo

Nota foi assinada pelos senadores Aécio Neves e Cássio Cunha Lima, além do deputado Carlos Sampaio

Jornal do Brasil
Após ser acusados de estimular, mesmo que escondido, os protestos marcados para o próximo domingo (15) em todo o Brasil, os líderes do PSDB anunciaram através de nota, que irão participar das manifestações, as quais classificou como apartidárias. A nota foi assinada pelos líderes do partido, senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
O senador Aécio Neves, que foi derrotado nas urnas pela presidente Dilma Rousseff, ainda pode ser investigado por envolvimento no caso Furnas. O nome do senador foi citado pelo doleiro Alberto Youssef como um dos beneficiários de pagamentos irregulares.

Veja a íntegra da nota oficial divulgada pelos tucanos:

Ezequiel Antônio Castanha tinha aparelho de ginástica, cafeteira, placa de internet e impressora na cela de presídio em Itaituba

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Pará (MP-PA) encaminharam nesta terça-feira, 10 de março, ofício à Justiça Estadual e à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) para pedir o fim de privilégios concedidos na prisão ao preso considerado o maior desmatador da Amazônia.
Em vistoria realizada na manhã desta terça-feira ao presídio municipal de Itaituba, no sudoeste do Estado, a promotora de Justiça Juliana de Pinho Palmeira identificou que na cela de Ezequiel Antônio Castanha há uma série de regalias não autorizadas pela Justiça, como aparelho de ginástica, cafeteira, placa de internet e impressora. O único equipamento liberado pela Justiça que foi encontrado na cela é um notebook.
Informada da inspeção realizada pelo MP-PA, a procuradora da República Janaina Andrade de Sousa também compareceu ao presídio para acompanhar a vistoria.
Ezequiel Antônio Castanha foi preso no último dia 21 pela Polícia Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A prisão é resultado da operação Castanheira, realizada em agosto do ano passado com o apoio do MPF e Receita Federal.
Os organizadores da operação desmontaram aquela que é considerada a maior organização criminosa especializada em grilagem de terras e crimes ambientais na região de Novo Progresso, no sudoeste paraense. O grupo invadia terras públicas, desmatava e incendiava as áreas para formação de pastos, e depois vendia as terras como fazendas. O dano ambiental, já  comprovado  por perícias, ultrapassa R$ 500 milhões.
O MPF denunciou à Justiça 23 integrantes da organização, que podem responder por um total de 17 tipos de crimes e ficar sujeitos a penas que variam de 13 a 55 anos de cadeia.
Exoneração - Na tarde desta terça-feira, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe-PA) divulgou nota oficial em que diz não tolerar a existência de regalias ou objetos proibidos pela lei de execução penal ou regimento interno das unidades prisionais para detentos custodiados no Pará.
A nota informa que a Susipe determinou a imediata exoneração do diretor do Centro de Recuperação Regional de Itaituba, onde está custodiado Ezequiel Castanha, e que os objetos não permitidos foram retirados da cela.

A Susipe também informou que a Corregedoria-Geral do órgão está em deslocamento para Itaituba, ainda nesta terça-feira, a fim de colher depoimentos de servidores e responsabilizar quem facilitou a entrada dos itens indevidos na unidade prisional, o que será feito por meio de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).
fonte: MPF-PA/10/03 15h30

segunda-feira, 9 de março de 2015

As panelas (cheias) dos que odeiam a democracia

A radicalização não trará benefícios para aqueles que radicalizam.
Jornal do Brasil

Parte da mídia vem dando cada vez mais espaço para as manifestações do dia 15 de março, pelo pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O panelaço promovido ontem, logo após o discurso em rede nacional de Dilma, nas varandas dos bairros nobres teve grande repercussão nos jornais de grande circulação.

O movimento que se prepara para ir às ruas, se apresenta como democrático e representante do povo. Mas dependendo de algumas de suas lideranças, não é bem assim.

Uma matéria publicada nesta segunda-feira (09/03) pela Folha de S.Paulo cita um grupo chamado “Legalistas”, que tem convocado simpatizantes do golpe militar no Rio de Janeiro.

Um dos líderes é o sargento da reserva da Aeronáutica e professor de educação física Tôni Imbrósio Oliveira, de 58 anos. Ele defende a tomada do poder pelos militares e diz que hoje não confia em nenhuma instituição do Estado além das Forças Armadas.

Há também os que pregam a cartilha liberal, com enxugamento do Estado e a privatização de empresas públicas. Kim Kataguiri, de 19 anos, largou o curso de Economia na Federal do ABC. Ele justificou em entrevista à Folha: "Eu sabia mais do que o professor, que não conhecia nem Milton Friedman (economista americano ídolo dos liberais), e o pessoal me chamava de ‘reacinha’". Kim faz parte do MBL, o Movimento Brasil Livre, favorável ao impeachment.

Já a figura mais conhecida do “Vem pra rua” é o empresário, Rogério Chequer, de 46 anos. Comenta-se que o movimento é ligado ao PSDB (tendo feito passeatas a favor de Aécio Neves em 2014), mas Chequer nega que o grupo receba dinheiro ou material de partido.

O que se percebe em todos esses movimentos é que são todos compostos por pessoas de classes sociais privilegiadas, como se notou neste domingo (08/03), logo após o discurso em rede nacional, em que a presidenta Dilma pediu paciência e reafirmou seus compromissos com o país.

O panelaço e os gritos de ódio partindo das varandas de prédios em áreas nobres deixaram isso claro.

Fica a pergunta: por que os que podem comer, estudar, trabalhar, ter hospitais para atendimentos de saúde, ao invés de estarem batendo suas panelas cheias, não estão procurando o caminho da paz? Sabemos muito bem que o ódio não constrói.

A radicalização do ódio, com certeza não trará benefícios para os que radicalizam. Só servirá para fazer emergir um líder “mais louco”, que com mais insensatez e mais violência, poderá a vir a ser nosso comandante.

O que se esconde por trás do ódio ao PT



Leonardo Boff

Há um fato espantoso mas analiticamente explicável: o aumento do ódio e da raiva contra o PT. Esse fato vem revelar o outro lado da “cordialidade” do brasileiro, proposta por Sérgio Buarque de Holanda: do mesmo coração que nasce a acolhida calorosa, vem também a rejeição mais violenta. Ambas são “cordiais”: as duas caras passionais do brasileiro.

Esse ódio é induzido pela mídia conservadora e por aqueles que na eleição não respeitaram rito democrático: ou se ganha ou se perde. Quem perde reconhece elegantemente a derrota e quem ganha mostra magnanimidade face ao derrotado. Mas não foi esse comportamento civilizado que triunfou. Ao contrário: os derrotados procuram por todos os modos deslegitimar a vitória e garantir uma reviravolta política que atenda a seu projeto, rejeitado pela maioria dos eleitores.

Para entender, nada melhor que visitar o notório historiador, José Honório Rodrigues que em seu clássico Conciliação e Reforma no Brasil (1965) diz com palavras que parecem atuais: ”Os liberais no império, derrotados nas urnas e afastados do poder, foram se tornando além de indignados, intolerantes; construíram uma concepção conspiratória da história que considerava indispensável a intervenção do ódio, da intriga, da impiedade, do ressentimento, da intolerância, da intransigência, da indignação para o sucesso inesperado e imprevisto de suas forças minoritárias” (p. 11).

Esses grupos prolongam as velhas elites que da Colônia até hoje nunca mudaram seu ethos. Nas palavras do referido autor: “a maioria foi sempre alienada, antinacional e não contemporânea; nunca se reconciliou com o povo; negou seus direitos, arrasou suas vidas e logo que o viu crescer lhe negou, pouco a pouco, a aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que lhe pertence” (p.14 e 15). Hoje as elites econômicas abominam o povo. Só o aceitam fantasiado no carnaval.

Lamentavelmente, não lhes passa pela cabeça que “as maiores construções são fruto popular: a mestiçagem racial, que criava um tipo adaptado ao país; a mestiçável cultural que criava uma síntese nova; a tolerância racial que evitou o descaminho dos caminhos; a tolerância religiosa que impossibilitou ou dificultou as perseguições da Inquisição; a expansão territorial, obra de mamelucos, pois o próprio Domingos Jorge Velho, devassador e incorporador do Piauí, não falava português; a integração psicossocial pelo desrespeito aos preconceitos e pela criação do sentimento de solidariedade nacional; a integridade territorial; a unidade de língua e finalmente a opulência e a riqueza do Brasil que são fruto do trabalho do povo. E o que fez a liderança colonial (e posterior)? Não deu ao povo sequer os benefícios da saúde e da educação” (p. 31-32).

A que vêm estas citações? Elas reforçam um fato histórico inegável: com o PT, esses que eram considerados carvão no processo produtivo (Darcy Ribeiro), o rebutalho social, conseguiram, numa penosa trajetória, se organizar como poder social que se transformou em poder político no PT e conquistar o Estado com seus aparelhos. Apearam do poder as classes dominantes; não ocorreu simplesmente uma alternância de poder mas uma troca de classe social, base para um outro tipo de política. Tal saga equivale a uma autêntica revolução social.

Isso é intolerável pelas classes poderosas que se acostumaram a fazer do Estado o seu lugar natural e de se apropriar privadamente dos bens públicos pelo famoso patrimonialismo, denunciado por Raymundo Faoro.

Por todos os modos e artimanhas querem ainda hoje voltar a ocupar esse lugar que julgam de direito seu. Seguramente, começam a dar-se conta de que, talvez, nunca mais terão condições históricas de refazer seu projeto de dominação/conciliação. Outro tipo de história política dará, finalmente, um destino diferente ao Brasil.

Para eles, o caminho das urnas se tornou inseguro pelo nível crítico alcançado por amplos estratos do povo que rejeitou seu projeto político de alinhamento neoliberal ao processo de globalização, como sócios dependentes e agregados. O caminho militar será hoje impossível dado o quadro mundial mudado. Cogitam com a esdrúxula possibilidade da judicialização da política, contando com aliados na Corte Suprema que nutrem semelhante ódio ao PT e sentem o mesmo desdém pelo povo.

Através deste expediente, poderiam lograr um impeachment da primeira mandatária da nação. É um caminho conflituoso pois a articulação nacional dos movimentos sociais tornaria arriscado este intento e talvez até inviabilizável.

O ódio contra o PT é menos contra PT do que contra o povo pobre que por causa do PT e de suas políticas sociais de inclusão, foi tirado do inferno da pobreza e da fome e está ocupando os lugares antes reservados às elites abastadas.

Antecipo-me aos críticos e aos moralistas: mas o PT não se corrompeu? Veja o mensalão? Veja a Petrobrás? Não defendo corruptos. Reconheço, lamento e rejeito os malfeitos cometidos por um punhado de dirigentes. Traíram mais de um milhão de filiados e principalmente botaram a perder os ideais de ética e de transparência. Mas nas bases e nos município - posso testemunhá-lo - vive-se um outro modo de fazer política, com participação popular, mostrando que um sonho tão generoso não morre assim tão facilmente: o de um Brasil menos malvado. As classes dirigentes, por 500 anos, no dizer rude de Capistrano de Abreu, “castraram e recastraram, caparam e recaparam” o povo brasileiro. Há maior corrupção histórica do que esta? Voltaremos ao tema.

(Jornal do Brasil)

sábado, 7 de março de 2015

Mais dois ladrões de celular são presos pela PM em Itaituba


Esses dois são acusados de prática de roubo de celulares durante a noite de ontem. De posse de um revolver ameaçavam as vítimas e subtraiam os aparelhos. Fato comum nesses assaltos são as motos usadas para a prática de assaltos e mais ainda o fato de esses donos de motos cedidas para a prática criminosa não serem punidos com prisão e fechamento desses locais de "aluguel de motos" para prática de crimes. Atualmente esses assaltantes estão usando motos da família "Barney e Bolão".





Jenilson dos Santos Coelho "gordinho", 21 anos e Leandro Sousa da Silva, 20 anos, ambos moradores do bairro da Paz.
Segundo os policiais militares que prenderam os suspeitos a moto é da locadora do "Barney" que é costumeira fornecer motos que são usadas em assaltos praticados por esse tipo de desocupado que estão dispostos a enveredar para o crime.

WhatsApp começa a liberar chamadas de voz no Brasil



Do UOL, em São Paulo

  • Recurso está liberado só para Android
O WhatsApp começou a liberar o recurso que permite realizar chamadas de voz no Brasil, a princípio apenas para usuários de smartphones Android.
Apesar de a empresa não ter comunicado oficialmente a liberação do serviço, que já vinha sendo testado em alguns outros países --entre eles a Índia--, muitos brasileiros relataram pelo Twitter que haviam conseguido usar a nova função.


Nem todas as ligações feitas conseguiram ser completadas qualidade esperada. Ora não era possível ouvir o interlocutor, ora a chamada era atendida, mas para quem fazia a ligação permanecia o sinal de conexão. O ícone de chamada --no canto superior esquerdo-- também deveria ter um maior destaque.
A ligação só é concluída, no entanto, se o receptor tiver atualizado a versão do WhatsApp no smartphone. Nos testes realizado pela reportagem, a atualização disponível pelo Google Play não funcionou. Foi preciso fazê-la diretamente pelo site oficial do WhatsApp (http://www.whatsapp.com/android/).
Para habilitar a função, é preciso receber um convite. Basta o usuário que tem a função ligar para aquele que ainda não possui, que automaticamente o último passa a conseguir realizar ligações pela internet.
O convite não é pode ser enviado a usuários de smartphones que usam os sistemas operacionais Windows Phone e iOS. Ao fazer a ligação, o próprio programa informa que os celulares não são compatíveis com o novo recurso.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Quadrilha de ladrões de celulares é presa pela Polícia Militar em Itaituba

Na manhã de ontem, 04/03, a PM conseguiu prender elementos que vinham provocando terror na cidade. Na noite de terça feira a quadrilha realizou pelo menos seis assaltos, que tinha como foco eletrônicos, especialmente celulares. Com os acusados a polícia encontrou dezesseis celulares e um tablet. A operação teve início por volta das 10h00 quando o serviço reservado descobriu que uma moto usada na prática dos roubos pertencia a "gordinho" filho de um cidadão muito conhecido por alugar motos para ladrões, inclusive menores de idade e que responde por assassinato em liberdade, apesar de ter cometido um crime bárbaro, ao matar a ex sogra que se negou a indicar onde estaria a sua ex mulher conhecido por "Bolão". Dentre os presos está uma família, o pai Lucinaldo Nogueira Souza e dois filhos, Luciano Nogueira Souza e o menor LNSF. Também foi preso na operação que envolveu vários policiais militares o menor JWSP que foi o primeiro a ser pego e que entregou os demais. Um quinto comparsa conseguiu fugir mas já está identificado e poderá ser pedida a prisão preventiva pelo delegado Cleber que recebeu os acusados. 




≤≥ Blog RPI /rota policial de Itaituba

domingo, 1 de março de 2015

Ex-ministro Bresser Pereira diz que elite brasileira detesta pobre

Bresser, Tucano e conservador ressalta que ricos nutrem ódio ao PT


O ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, tucano e conservador, declara em entrevista à Folha de S. Paulo deste domingo que a elite brasileira detesta pobre. Daí a razão do ódio ao PT e, consequentemente, a Lula e a todos os petistas. Bresser disse o que diriam todos os sociólogos e homens preocupados com a crise social que vive o Brasil, com mais de 120 milhões de pessoas passando quase um pouco da linha de pobreza, e o que poderiam fazer se liderados por um líder tipo Lula.
Abaixo a entrevista de Bresser Pereira à Folha de S. Paulo:


Ricos nutrem ódio ao PT, diz ex-ministro


Para Bresser-Pereira, defesa que governo faz dos pobres explica sentimento da burguesia em relação à presidente
Em novo livro, ele discute a história e o desenvolvimento do Brasil desde a independência
O pacto nacional-popular articulado pelos governos do PT desmoronou pela falta de crescimento. Surgiu um fenômeno novo: o ódio político, o espírito golpista dos ricos. Para retomar o desenvolvimento, o país precisa de um novo pacto, reunindo empresários, trabalhadores, setores da baixa classe média. Uma união contra rentistas, setor financeiro e estrangeiros.
A visão é do economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, 80, que está lançando "A Construção Política do Brasil", livro que percorre a história do país desde a independência. Ministro nos governos José Sarney e FHC, ele avalia que o ódio da burguesia ao PT decorre do fato de o governo defender os pobres.


Folha - Seu livro trata de coalizões de classe. O sr. diz que atualmente a coalização não é "liberal-dependente", como nos anos 1990, nem "nacional- popular", como no tempo de Getúlio Vargas. Qual é, então?


Bresser-Pereira - Não há. Desde 1930 houve cinco pactos políticos. O nacional-popular de Getúlio, de 1930 a 1960. De 1964 ou 1967 até 1977, há um pacto autoritário, modernizante e concentrador de renda, de Roberto Campos e dos militares. Depois, há o pacto democrático-popular de 77, que vai promover a transição. Esse chega ao governo, tenta resolver o problema da inflação e fracassa. Com Collor e, especialmente com FHC, há um pacto liberal-dependente, que fracassa novamente.
Aí vem o Lula, que se propõe a formar novamente um pacto nacional-popular, com empresários industriais, trabalhadores, setores da burocracia pública e da classe média baixa. O governo terminou de forma quase triunfal, com crescimento de 7,4%, e prestígio internacional muito grande. Mas esse pacto desmoronou nos dois últimos anos do governo Dilma.


Por quê?


O motivo principal foi que o desenvolvimento não veio. De repente, voltamos a crescer 1%. Houve erros nos preços da Petrobras e na energia elétrica. E o mensalão. Aí os economistas liberais começaram a falar forte e bravos novamente, pregar abertura comercial absoluta, dizer que empresários brasileiros são todos incompetentes e altamente protegidos, quando eles têm uma desvantagem competitiva imensa. É o que explica o desaparecimento de centenas de milhares de empresas. O pacto político nacional-popular... Vupt! Evaporou-se. A burguesia voltou a se unificar.


E achou que podia ganhar a eleição do ano passado?


Sim. Aí surgiu um fenômeno que eu nunca tinha visto no Brasil. De repente, vi um ódio coletivo da classe alta, dos ricos, contra um partido e uma presidente. Não era preocupação ou medo. Era ódio. Esse ódio decorreu do fato de se ter um governo, pela primeira vez, que é de centro-esquerda e que se conservou de esquerda. Fez compromissos, mas não se entregou. Continua defendendo os pobres contra os ricos. O ódio decorre do fato de que o governo revelou uma preferência forte e clara pelos trabalhadores e pelos pobres. Não deu à classe rica, aos rentistas.


Mas os rentistas tiveram bons ganhos com Lula e Dilma, não?


Não. Com Dilma, a taxa de juros tinha caído para 2%. Isso, mais o mau resultado econômico, a inflação e o mensalão, articularam a direita. Nos dois últimos anos da Dilma, a luta de classes voltou com força. Não por parte dos trabalhadores, mas por parte da burguesia que está infeliz.


Ao ganhar, Dilma adotou o programa dos conservadores?


Isso é uma confusão muito grande. Quando se precisa fazer o ajuste fiscal vira ortodoxo? Não faz sentido. Quando Dilma faz ajuste ela não está sendo ortodoxa. Está fazendo o que tem que fazer. Havia abusos nas vantagens da previdência. Subsídios e isenções foram equívocos. Nada mais desenvolvimentista do que tirar isso e restabelecer as finanças. Em vez de dar incentivo, tem que dar é câmbio. E de forma sustentada.
Dilma chamou [o ministro da Fazenda] Joaquim Levy por uma questão de sobrevivência. Ela tinha perdido o apoio na sociedade, formada por quem tem poder. A divisão que ocorreu nos dois últimos anos foi violenta. Quando os liberais e os ricos perderam a eleição, muito antidemocraticamente não aceitaram isso e continuaram de armas em punho. De repente, voltávamos ao udenismo e ao golpismo. Não há chance de isso funcionar.


Dilma está na direção certa?


Claro. Mas não vai se resolver nada enquanto os brasileiros não se derem conta de que há um problema estrutural, a doença holandesa. Enquanto houver política de controle da inflação por meio de câmbio e política de crescimento com poupança externa e âncora cambial, não há santo que faça o país crescer. Juros altos só se justificam pelo poder dos rentistas e do sistema financeiro. Falar em taxa alta para controlar inflação não tem sentido.


Qual pacto seria necessário?


Um pacto desenvolvimentista que una trabalhadores, empresários do setor produtivo, burocracia pública e amplos setores da baixa classe média. Contra quem? Os capitalistas rentistas, os financistas que administram seus negócios, os 80% dos economistas pagos pelo setor financeiro e os estrangeiros.


Um pacto assim não fere interesses consolidados?


Em primeiro lugar, fere interesses do capitalismo. Não há nada que o capitalismo internacional queira mais em relação aos países em desenvolvimento do que eles apresentem deficit em conta-corrente. Porque esses deficit vão justificar a ocupação do mercado interno nosso pelas multinacionais deles e pelos empréstimos deles. Que não nos interessam em nada. O Brasil está voltando a ser um país primário-exportador. Esse câmbio alto resultou numa desindustrialização brutal.


No livro o sr. trata das dubiedades da burguesia. Diz que muitos industriais são hoje quase "maquiladores". Viraram rentistas. Como compor esse pacto com empresários?


A burguesia tem sido ambígua, contraditória. Em alguns momentos se uniu a trabalhadores e ao governo para uma política de desenvolvimento nacional, como com Vargas e Juscelino. Em outros, não foi nacional, como entre 1960 e 1964. Ali, a burguesia se sentiu ameaçada. No contexto da Guerra Fria e da Revolução Cubana, se uniu e viabilizou o regime militar.
Estamos vendo isso novamente. A burguesia voltou a se a unir sob o comando liberal. Há esse clima de ódio, essa insistência de falar de impeachment.
Mas esse espírito não vai florescer. A democracia está consolidada e todos ganham com ela, ricos e pobres. O Brasil só se desenvolve quando tem uma estratégia nacional de desenvolvimento.


Como define a burguesia hoje?


É muito mais fraca do que nos anos 1950. Tudo foi comprado pelas multinacionais. O processo de desnacionalização é profundo. Todos que venderam suas empresas viraram rentistas, estão do outro lado. Mas continuam existindo empresários nacionais e jovens com ideias. Mas não há oportunidade de investir com esse câmbio e esse juro. É uma violência que se está fazendo contra o país. Em nome de uma subordinação da nação aos estrangeiros e de uma preferência muito forte pelo consumo imediato.
Os brasileiros se revelam incapazes de formular uma visão de seu desenvolvimento, crítica do imperialismo. Incapazes de fazer a crítica dos deficit em conta-corrente, do processo de entrega de boa parte do nosso excedente para estrangeiros. Tudo vai para o consumo. É o paraíso da não nação.


Desnacionalização preocupa?


Profundamente. É uma tragédia. Vejo uma quantidade infinita de áreas dominadas por empresas multinacionais que não estão trazendo nenhuma tecnologia, nada. Simplesmente compram empresas nacionais e estão mandando belos lucros e dividendos para lá. Isso enfraquece profundamente a classe empresarial brasileira e, assim, a nação.


Então o senhor está pessimista em relação à burguesia?


A burguesia brasileira está sendo um cordeiro nas mãos do carrasco. O carrasco é o juro alto e o câmbio apreciado. Ela é incapaz de se rebelar. Suas organizações de classe se mostram muito fracas. Como vão defender mudanças no câmbio se têm empresas endividadas em dólar? Líderes ficam manietados. Eles sentem que estão indo para o cadafalso, mas não sabem o que fazer; estão divididos.


O senhor está pessimista?


É claro. Não vejo nenhum sinal de que esse problema vá ser enfrentado. Nem da parte do governo, nem das oposições, nem da academia.
(Jornal do Brasil)